
A Felicidade é algo muito simples, acontece quando menos imaginamos das formas mais simples. Do jeito mais bobo, da maneira mais surpreendente. Nunca pensei dessa forma, sempre achei que a felicidade fosse algo que precisassemos construir, batalhar, planejar. Sempre fui contra a felicidade fugaz. Sempre achei que a felicidade simples servia só para os preguiçosos.
Algumas pessoas encontram a felicidade em Paris, outros em um cruzeiro nas ilhas gregas, outros encontram com seu time sendo campeão do mundo. Com o nascimento de um Filho, com uma conquista longa e árdua.
As vezes encontramos a felicidade enquando cortamos a grama do Jardim. Apenas ali, parados, fazendo nosso trabalho diariamente, cortando milhares de metros quadrados de grama. As vezes ali, em um simples emprego de jardineiro temos a oportunidade de nos sentirmos felizes várias vezes por dia, em coisas bobas, simples, casuais, mas que nos proporcionam sorrisos enormes. Presenciar a felicidade alheia, quando eles descobrem que a felicidade real existe em coisas “bobas”, com certeza é gratificante.
Presenciar o reencontro de amigos que não se veem a anos, presenciar crianças jogando bola em uma tarde de domingo, o sorriso de um pai vendo o filho aprendendo a andar de bicicleta, em avós vendo os netos jogando bola. A felicidade é isso, dar valor a aquelas coisas bobas da vida, que no fundo no fundo, são o sentido da vida.
As vezes nós mesmos, por burrice, cabeça dura, insegurança, medo, acabamos idealizando demais essa tal felicidade, e acabamos não percebendo que ela está mais próxima do que imaginamos.
Fico aqui, sentado na frente do computador morrendo de inveja daquele jardineiro daquela praça de Buenos Aires que só ve parte da história, que só ve as pessoas felizes. Vou voltar lá. Chegar bem perto dele, e dizer que o invejo. Que ele acaba só vendo os melhores momentos das histórias. Que ele não sabe o que acontece dali para frente, que ele não ve as cenas dos próximos capitulos.
Acho que não teria coragem de contar para ele que aquele casal de “Brasileños de Mierda” que pediram a chave do seu banheiro quimico não estão mais juntos.
Não, eu não teria coragem. Seria sujeira com aquele cara tão bacana que nos salvou de um “desastre”.


