Archive for January, 2009

Nas coisas bobas

Friday, January 30th, 2009

felicidade_1
A Felicidade é algo muito simples, acontece quando menos imaginamos das formas mais simples. Do jeito mais bobo, da maneira mais surpreendente. Nunca pensei dessa forma, sempre achei que a felicidade fosse algo que precisassemos construir, batalhar, planejar. Sempre fui contra a felicidade fugaz. Sempre achei que a felicidade simples servia só para os preguiçosos.

Algumas pessoas encontram a felicidade em Paris, outros em um cruzeiro nas ilhas gregas, outros encontram com seu time sendo campeão do mundo. Com o nascimento de um Filho, com uma conquista longa e árdua.

As vezes encontramos a felicidade enquando cortamos a grama do Jardim. Apenas ali, parados, fazendo nosso trabalho diariamente, cortando milhares de metros quadrados de grama. As vezes ali, em um simples emprego de jardineiro temos a oportunidade de nos sentirmos felizes várias vezes por dia, em coisas bobas, simples, casuais, mas que nos proporcionam sorrisos enormes. Presenciar a felicidade alheia, quando eles descobrem que a felicidade real existe em coisas “bobas”, com certeza é gratificante.

Presenciar o reencontro de amigos que não se veem a anos, presenciar crianças jogando bola em uma tarde de domingo, o sorriso de um pai vendo o filho aprendendo a andar de bicicleta, em avós vendo os netos jogando bola. A felicidade é isso, dar valor a aquelas coisas bobas da vida, que no fundo no fundo, são o sentido da vida.

As vezes nós mesmos, por burrice, cabeça dura, insegurança, medo, acabamos idealizando demais essa tal felicidade, e acabamos não percebendo que ela está mais próxima do que imaginamos.

Fico aqui, sentado na frente do computador morrendo de inveja daquele jardineiro daquela praça de Buenos Aires que só ve parte da história, que só ve as pessoas felizes. Vou voltar lá. Chegar bem perto dele, e dizer que o invejo. Que ele acaba só vendo os melhores momentos das histórias. Que ele não sabe o que acontece dali para frente, que ele não ve as cenas dos próximos capitulos.

Acho que não teria coragem de contar para ele que aquele casal de “Brasileños de Mierda” que pediram a chave do seu banheiro quimico não estão mais juntos.

Não, eu não teria coragem. Seria sujeira com aquele cara tão bacana que nos salvou de um “desastre”.

Só um adendo

Thursday, January 29th, 2009

O Peixe não significa que voltarei a ser o monstro das cavernas, cabeludo, barbudo que não gosta de nada e passa o dia praguejando. Essa fase se foi.

Vou continuar o processo que comecei há um tempo atras, vou continuar comprando roupas bacanas, frequentando uma academia bacana, cortando meu cabelo em um salão bacana, só que agora estou bem “melhor” do que antes.

Estou descobrindo músicas novas, lugares novos, pessoas novas. Estou (Heterosuxualmente falando) buscando novas experiências, e tenho certeza que está sendo muito, muito proveitoso e bacana.

Eu era uma pessoa muito dificil, ainda sou.. mas estou BEM mais fácil do que era um tempinho atrás.

Serenidade

Thursday, January 29th, 2009

Muita gente que importa de verdade conhece essa imagem. Muita gente que importa de verdade ainda não a conhecia. Gente que não tem importância, vai acabar trombando com ela, e provavelmente não vai entender nada.

Outro dia me perguntaram sobre ela. “Que dia o peixe volta?”. Respondi: No dia que eu estiver me sentindo bem. Pois bem, o dia chegou. Desde ontem no final do dia, estou me sentindo bem, tranquilo, calmo, sereno. Tudo cristalino.

Sabe aqueles momentos em que você é capaz de determinar a solução para todos os seus problemas? Do mais simples ao mais complicado? Sabe quando parece que você descobriu o sentido da vida? Quando tudo parece fácil demais de se resolver, até mesmo aquelas coisas que não dependem de você? Pois é. Assim que me sinto. Sereno, Leve, Tranquilo.

Feliz. Colocar essa foto aqui me deixou feliz. Encontrar essa foto me deixou feliz. Me lembrar do nome dela, e ver o quanto isso significa para mim, me deixou feliz. Sim. “My Way”, Claro, me lembrou meu pai, e eu sorri. Frank Sinatra sempre me faz lembrar do meu pai, dessa vez eu sorri, sem lágrima alguma. Só felicidade, daquele tipo de felicidade que encontramos na troca de presentes na manhã de natal.

Essa foto me lembra de vários amigos, que preciso reencontrar, que me perguntaram onde eu estava quando tirei essa foto, se esse peixe era uma barracuda e todas as coisas do gênero. Sorri ao lembrar cada vez que contava que essa foto não é minha, que de tanto falarem até cheguei a acreditar que era eu mesmo nessa foto.

Tranquilo e Sereno. Capaz de agora ver tudo de longe e perceber como estou melhor. Como me tornei alguem melhor nos últimos dias (não, não estou falando daquilo, só vou escrever sobre aquilo depois do dia 9). Como fui capaz de perceber o que estava errado, e consertar a tempo. Para o meu próprio bem.

Entrego agora minha felicidade a mim mesmo. Esperando acertar daqui para frente, e sempre sorrindo, igual eu nessa foto ali em cima.

Vala Comum

Tuesday, January 27th, 2009

O que é o passado? Não, não estou falando do passado “Pirâmides do Egito” ou “Segunda Guerra Mundial” ou “Invasões Napoleônicas”.Nada disso, estou falando do seu passado, aquele que não interessa a ninguém se você não for presidente dos Estados Unidos ou o Papa. Tirando esses dois casos, quase ninguém se importa se você “fumou-e-não-tragou” maconha na adolescência.

Seu passado pertence praticamente só a você. E sejamos francos, nem mesmo a você as vezes o seu passado interessa. É apenas um amontado de fatos que as vezes não acrescentam nada, viram uma massa que é jogada em uma vala comum. Ali jogamos viagens que se tornaram roubadas, amigos que pisaram na bola, ex-namoradas, parentes chatos, problemas mal resolvidos, perrengues e todo tipo de chateações que não valem ser lembradas “facilmente”. A Vala Comum do seu passado é dificil de ser mexida, cheira mal para sua sorte, você praticamente pouco se importa com ela.

Nem sempre conseguimos manter essa vala tampada e fechada. As vezes fatos, músicas, sons ou lugares acabam abrindo essa caixa de pandora. Deixando em carne viva um monte de coisa que tinha se perdido ou sumido nessa vala comum. Mas com certeza, na maior parte do tempo, tudo fica lá. Quase uma massa amorfa. As viagens ruins se misturam.. anos.. dias.. datas. As ex-namoradas se confundem, você não se lembra o que aconteceu com qual nem onde, muito menos porque. Os parentes, esses envelhecem e somem, como quadros velhos em paredes sujas. Com o passar dos anos, somem.

Jogamos coisas e pessoas nessa vala comum a todo instante, e não se preocupe, você tambem está na vala comum de várias pessoas. Ex-Namoradas, Ex-Chefes, Ex-amigos.. vários já se esqueceram de você. Não adianta, o mundo é assim.

As vezes, queremos não ir para a Vala Comum de alguém. As vezes nos sentimos tristes ou chateados por sermos “rebaixados”. Afinal, até outro dia eramos “a coisa mais especial do mundo” e agora estamos ao lado daquele cachorro sardento que foi atropelado em uma noite chuvosa em uma estrada qualquer do Espirito Santo.

As vezes, conseguimos ocupar um lugar especial no passado de alguem, ganhamos um destaque no hall das “Grandes oportunidades perdidas da minha vida”, ou no hall “ainda bem que me livre dessa assombração”. Não sei se isso realmente é importante ou não. Acho que varia de pessoa para pessoa.

Ser importande na vida de alguem é bacana, legal, lindo e enche o ego de qualquer um. As vezes conquistamos um lugar especial, mesmo deixando de ser “a coisa mais especial desse mundo”.

Nem todas, por mais que se esforcem, acabam em uma vala comum.

Norte

Monday, January 26th, 2009

Um dos maiores erros que podemos cometer em nossas vidas é deixar de termos o total e absoluto controle sobre os rumos de nossa vida. É sem dúvida um erro que todos nós cometemos diariamente quase inconscientemente. Algunas pessoas passam o controle totalmente para o trabalho, para a familia, para os amigos, para o cachorro, para a reforma da casa, para o time de futebol, para a caixa de maquiagem, para os filhos, para o programa de televisão, para o jogo de computador, para a cerveja ou as drogas. Perde-se o controle dos objetivos da vida e seu norte acaba virando uma fuga dos reais problemas da sua vida.

Seu norte é aquilo que te faz acordar todos os dias pela manhã, e andar para frente. Entregar isso a outra pessoa ou “coisa”, é ter certeza que você tem algo REALMENTE errado acontecendo na sua vida. As vezes isso pode ser uma pequena bobagem, mas que com o tempo pode virar um problema bem maior do que realmente é.

Imagine que você entregue seu norte a um filho. Entenda, um dia ele vai crescer e sair de casa, viver a vida dele. Enquanto você é o papai ou a mamãe isso é bem bacana, mas um dia você vira o pai/mãe, depois vira o velho/velha depois ele vai embora. Vai viver a vida dele, vai te deixar para trás, vai te largar, vai cuidar da vida dele. Você vai continuar ali. Sem um norte. Perdido.

Claro que as vezes entregamos quase de propósito para outras pessoas de uma forma irresponsável. Não, não fazemos isso de maneira 100% consciente, e nem de uma vez. Vamos simplesmente empilhando toda responsabilidade sobre alguem. De repente você se anulou, jogou toda responsabilidade dos destinos da sua vida em cima de outra pessoa. Você tem idéia da merda que isso é ?

Não, para você as vezes não é, por que você nem percebe, você simplesmente abre mão de decidir qualquer coisa na sua vida, simplesmente se apoia em outra pessoa e se torna um estorvo.

Você deixa de ser filho, amiga, namorado, noiva, marido, tio, primo e vira um saco de batata. Que precisa ser carregado, que enche o saco, que não ajuda, só atrapalha. Vira uma grande e ululante encheção de saco. Óbvio que será abandonado, largado e ejetado.

E quando isso acontece, você fica perdido. Sem saber o que vai acontecer. Fica sem saber para que lado ir, para onde olhar, o que pensar. Sim, você fica burro ao extremo!

Não existe nada melhor para resolver essa situação do que a perda do “norte”. Se você tem um pouquinho de cabeça, um pouquinho de bom senso, um pouquinho de amor próprio vai perceber que viver dessa forma é a pior coisa que você pode fazer a si mesmo. Mesmo achando que está fazendo maravilhas pelo trabalho ou por outra pessoa, entenda, amigão, você não está. No início até pode parecer bacana, mas depois de um tempinho, tudo apodrece.

Uma bela porrada, um coice, e sua cabeça volta para o lugar, tudo se conserta.. voce toma as rédias da sua vida, coloca tudo para rodar da maneira correta. Claro, as vezes se sente perdido.. mas coisa de 20, 30 minutos.. ai tudo se acerta. Você é dono da sua vida, do seu tempo, das suas coisas. Sim, um clichezão, mas a vida é um grande clichezão.

Quando você tem seu norte sob seu controle, tudo fica mais leve. Tudo, absolutamente tudo, fica mais fácil. Você se sente mais tranquilo até mesmo para errar, afinal você é dono do seu destino, você bate a cabeça, mas sabe para onde ir, não depende de nada nem de ninguém.

Epifania

Friday, January 23rd, 2009

Datação sXV
Acepções
â–  substantivo feminino

1 Rubrica: religião.
festa cristã que comemora o batismo de Cristo e, secundariamente, as bodas de Caná, embora, desde o sV, a Igreja ocidental comemore, nesta data, o aparecimento dos Magos como ocasião da primeira manifestação de Cristo aos gentios (12º Dia)

2 aparecimento ou manifestação reveladora de Deus ou de uma divindade
Ex.: a e. de Jesus na Transfiguração os ventos, raios e tempestades são a e. do orixá Iansã

2.1 encarnação de Deus ou de uma deidade sob uma forma terrena
Ex.: (a e. de Deus em Cristo) (o coelho e o porco eram e. de deusas na Grécia)

3 manifestação ou percepção da natureza ou do significado essencial de uma coisa
3.1 apreensão intuitiva da realidade por meio de algo geralmente simples e inesperado (como um lugar-comum ou uma pessoa vulgar)
Ex.: no percurso do seu trabalho, Joyce foi das coisas à sua e.
3.2 a representação literária de uma epifania

Dizem que a vida se explica em coisas simples, outro dia tentei explicar toda existencia social e humana em uma mesa de Poker. Acho que a vida é assim mesmo, simples, fácil direta e rapida. Inicio, meio e fim, como um desenho do Tom & Jerry.

A vida tem um ciclo e coisas que acontecem com todo mundo, aconteceram comigo. Sim, seus pais, se não morreram, um dia vão morrer. Cruel né? Pois é, mas seria muito mais cruel para eles que você morresse antes deles. O normal é que seus avós morram, seus pais morram, você morra e depois venham seus filhos. Essa é a ordem natural. Não tem jeito.

É triste? Muito. Perder os pais, nunca é fácil. Perdi ambos em menos de 1 ano, em uma situação dificil. Mas foi o caminho natural. Primeiro o pai do meu pai (que eu não conheci), depois a mãe da minha mãe, a mãe do meu pai, o pai da minha mãe, minha mãe e depois meu pai. Esse é o ciclo natural. Para uns, é o que Deus planejou, para outros, Darwin, para mim: “é o certo”.

Pois bem, demorei quase três anos para aceitar que “era o certo”. Sofri muito, doeu, foi difícil pacas. Mas agora, hoje. Sim, hoje, posso ver tudo com mais tranquilidade. Não sei por que, mas hoje acordei pensando muito na minha mãe, logo depois no meu pai e em seguida no Yoda.

Sim, você leu certo. No Yoda. Não, nem minha mãe nem meu pai se pareciam com o Yoda. Na minha familia não temos baixinhos verdes com orelhas pontudas. Mas pensei naquela cena de Guerra nas estrelas em que aparecem os fantasmas do Darth Vader, Yoda e ObiWan Kenobi.

ghost_jedi

Na cena acima eles estão felizes, mas mortos! Assim que os mortos devem ficar: Felizes! Entre os entes queridos que já se foram, olham “para nós” e sorriem, vendo a gente penando para solucionar os problemas que afetam nossa vida e as vezes transformamos em um inferno maior que o necessário.

Sim, os mortos são felizes, foi essa a grande visão que tive pela manhã. Foi minha epifania. Meu momento de iluminação. E posso garantir, o grande momento de paz que tanto procurava nesses 3 anos. Lembro-me que em setembro ou outubro de 2007 fui ao cinema com uma ex-namorada assistir PS. Eu Te Amo, nunca chorei tanto no cinema. Parecia uma meninha, o filme tratou o processo de luto de uma forma muito pesada e verdadeiro. Caixas, roupas, lembranças. Lembro-me do desespero da minha ex – “o que eu faço?”, e eu respondia “Nada, está tudo bem”. O processo de luto é engraçado.

Se não vou mais sentir falta deles? Claro que vou! Se as vezes não vou ficar com um nó na garganta ou os olhos marejados ao me ver em uma situação “tipica”? Claro que sim. Mas agora tudo ficou mais fácil. Tudo ficou mais leve.

Obrigado Yoda.

Poker – um jogo antropológico

Sunday, January 18th, 2009

Nenhum esporte se compara ao Poker. Nenhum jogo se compara ao Poker. Nenhuma atividade humana, de cunho social, se compara ao Poker. Para falar a verdade, nada na vida é mais antropológico e sociológico que uma mesa de Poker. Uma mesa de Poker com 6 ou 7 pessoas se parece muito com aqueles programas do Discovery Channel sobre a Africa Selvagem: alguns leões, uma manada de búfalos, girafas, elefantes, gnus, zebras, hipopótamos e macacos. O pior e o melhor do caráter de cada pessoa é usado em uma mesa de poker. Sempre com o simples objetivo de levar seus adversário à humilhação.

Sim, o bom e velho Poker jogado entre amigos não tem o objetivo de deixar ninguém mais rico ou mais pobre. Sim, joga-se por dinheiro, não uma quantidade de dinheiro que vá deixar alguém mais rico ou mais pobre. Não, não estou falando em apostar fazendas, mulheres, carros ou a masculinidade de alguém. Mas um valor financeiro que incomode qualquer cristão de abrir a carteira. Sim, pois se o jogo não vale dinheiro algum, todo lado antropológico se desfaz e vira somente um ato de puro e simples disperdício de tempo.

O Objetivo primário do Poker entre amigos é a humilhação pura e simples. Ficamos ali por 4, 5 horas em torno de uma mesa redonda, fedendo à cigarro, com pequenas atividades que possa diminuir toda a tensão que 3 cartas de ouros abertas na mesa podem trazer. (Fica registrado que estou falando do Texas Hold’em, não daquele Poker tradicional que você jogava com seus avós em Marataizes). Voltando à tensão e as tentativas fracassadas de acabar com elas, uns usam cigarro, outros usam comida, outros empilham fichas, outros brincam com a comida, outros tentam contar piadas e outros ficam totalmente calados. A pior espécie são os calados, afinal eles acabam escondendo toda sua tensão de uma forma quase ilegível para seus amigos inimigos mortais e sanguinários reunidos em uma mesa de poker.

Mentiras, trapaças, calúnias, blefes, sinceridade, honestidade, compaixão, fraternalismo, raiva, ódio, frustração. Tudo isso compõe o caldeirão de sentimentos que compõe uma boa mesa de Poker. Saber o que o outro sujeito está pensando quando na mesa tem 2 Reis e 1 10, é sempre uma tarefa hérculea. Dói pensar, fazer contas, imaginar o que o sujeito tem na mão, principalmente quando ele fala: “Mesa”. Normalmente “mesa” significa que o cara tem problemas em casa. Deve ter brigado com a namorada, deve estar com problemas no trabalho, deve ter batido o carro ou atrasado o pagamento do cartão de crédito. Ninguém pensa que o sujeito simplesmente não tem um jogo. Todos pensam o pior. Afinal estão em uma mesa de Poker. Lugar mais desagradável que aquilo, só uma latrina de prisão boliviana.

Em uma mesa de Poker, até o mais santo dos santos vira um mentiroso nato. Se existisse Poker na época de Jesus, o único que teria peito (além claro de Maria Madalena) para jogar seria Judas. Mas ele não duraria muito tempo em uma boa mesa. Ele tem consciência. Uma regra de ouro para o Poker, é deixar fora da mesa seu grilo falante que vive sobre seu ombro direito e levar apenas o demônio que habita sem ombro esquerdo. Mas as vezes até seu demônio ficaria ruborizado com o que acontece em uma boa e velha mesa de Poker.

Um bom jogador de Poker espera seu adversário fraquejar. Em uma mesa, as vezes, todos ficam se estudando. Como leões em uma savana, esperando que um gnu se afaste um pouco do grupo e seja transformado na próxima refeição, os jogadores de Poker esperam que um baixe a guarda, para sistemáticamente ter seu sangue espalhado por toda a mesa.

Não adianta dizer o contrário, o Poker entre amigos é isso. Um festival cruel de maldades que se encerra quando as fichas voltam para a caixa e o baralho vai para o lixo, como todo bom baralho de poker que cumpre sua função por 4 ou 5 horas, depois se torna inútil para o ritual sagrado do jogo de poker.

O prazer, a adrenalina e o medo são elementos vivos em uma mesa de Poker, mesmo tendo que tirar tratar seus melhores amigos como inimigos de longa data, mesmo que uma vez a cada 15 dias.

A Hierarquia da Esteira – Parte #3 – 6666 o número do besta

Friday, January 16th, 2009

Continuo meus estudos, sobre a Hierarquia da Academia. Ontem cheguei a conclusão que um fator deveras preponderante, é seu “número de matricula”. Sim, a ordem pura e simples de quem chegou primeiro. A boa e velha “quem corre mais senta na janelinha”.

Pois bem, no meio desse devanio, lembrei-me do meu número de matrícula: 6666. Não podia ser diferente. Eu, sedetário profissional, arquinimigo do suor, era totalmente contra qualquer tipo de atividade fisica que não trouxesse benefício direto imediato. Era contra, até o dia que resolvi gastar meio milhão de narjaras turetas e fiz minha matrícula nessa tal de academia.

Por mais irônico que seja, considero meu número de matricula algo predestinado. Alguém lá em cima apontou o dedo e disse: Ele será o Aluno 6666.

O mais engraçado desse número, é que diariamente eu preciso pronuncia-lo para a menina da recepção, que me dá o “passe livre” para o estacionamento da academia. E simplesmente TODA vez que falo o número, a menina bonitinha da recepção (veja, não estou me referindo a UMA menina, mas ao cargo de “menina bonitinha da recepção) dá aquela risadinha típica de quem quer dizer “número mais do que apropriado gurducho”.

Não tenho nada contra o tal número e suas implicações numerológicas, ate me divirto com ele. Sim, quem me conhece bem sabe que corre em minhas veias um sangue “pré-adolescente”. Esse número “from hell” é deveras divertido nesse aspecto.

Bom, por esse aspecto, minha posição hierárquica é próxima a 6666, contando que ninguém tenha morrido desde que a academia abriu, o que seria contra-senso, afinal eles vendem a vida aterna nesses lugares.

Se o Poster desse filme fosse honesto

Wednesday, January 14th, 2009

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Oculus Escuros de Grau

Wednesday, January 14th, 2009

Mandei fazer,
óbvio que a ótica errou meu grau.

Pode rir, eu deixo. Você deve estar pensando “isso sempre acontece com você”, É… vai ver que é o tal “sal da vida”

Amanha resolvo isso.

ficou sensacional, era uma questão de me adaptar à curvatura da lente que é diferente do meu “tradicional”. Tenho 6.5 Graus de Astigmatismo, então peguei meu rayban aviator e mandei trocar a lente.. to com uma cara de marginal de filme de oitava categoria.